Era um prefeito muito religioso.
A cada obra, pegava um terço.
-Wilson Gorj
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Desde seu surgimento o Ludens atrai pessoas apaixonadas pela liberdade, que procuram instrumentos para refletir e aprimorar suas posturas nos ambientes onde atuam. Não sendo uma técnica terapêutica ou clínica, sua prática é baseada na construção de uma relação de comunicação direta e na busca das condições para o máximo de respeito e desenvolvimento pessoal para cada membro do grupo. | ||
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Pode-se dizer, portanto, que o Ludens é uma experiência que serve para apreender mecanismos e conceitos que nos permitam ver os coletivos como reais possibilidades de serem extensões de nós mesmos. Um exercício de como estar em grupo respeitando e realizando individualidades. |
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O QUE É Ludens é um trabalho realizado em grupos de no máximo vinte pessoas, com duração de aproximadamente um ano. Em seus encontros, que são semanais ou mensais, o grupo experimenta situações propostas pelo coordenador do trabalho e, após estas vivências, senta-se em círculo para conversar sobre suas percepções e sentimentos. As situações e vivências propostas (também chamadas exercícios) procuram reproduzir uma gama de situações cotidianas que demandam interação entre as pessoas, envolvendo criatividade, sensibilidade, agressividade, limites. Certas vivências são realizadas junto à natureza, e procura-se criar condições para o máximo de autonomia do grupo, incluindo experiências de produção coletiva a critério do próprio grupo. |
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ORIGENS As pessoas que orientam os grupos de Ludens têm uma longa história de cooperação, pesquisa e intercâmbio, através do Grupo Experimental. Fundado em 1989 como instrumento de estudo e atualização, o Experimental garantiu que, embora podendo desenvolver o Ludens com características próprias e pessoais, cada profissional pudesse manter-se coerente com os princípios éticos e libertários do trabalho. Influíram no desenvolvimento de abordagens pessoais do Ludens os conhecimentos de trabalhos corporais (capoeira, tai-chi-chuan), da área de saúde (homeopatia), pedagógica e organizacional que os membros do grupo traziam de seus outros ofícios. Nenhum orientador de grupo de Ludens exerce unicamente este trabalho, objetivando manter estas atualizações sempre vivas.
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Trata-se de uma técnica interdisciplinar, que envolve principalmente conhecimentos da pedagogia (Piaget, Freinet, Lauro de Oliveira Lima), psicologia (Reich, Gestalt e arte-terapia), teoria dos sistemas/antipsiquiatria (Bateson, Cooper, Laing), teoria das comunicações interpessoais e da dupla vinculação (Vladislawsky) e política (autogestão e anarquismo). Existem ainda afinidades com as áreas de sociologia (Guattari, Deleuze) , psicologia social (Max Pagés) e Ecologia Social (Murray Bookchin). |
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Todas estas referências não significam, entretanto, que nosso trabalho seja pedagógico, terapêutico ou baseado em discussão teórica. As referências destes autores compõem um eixo de atuação e parâmetros para uma convivência cujo objetivo é experimentar, em um grupo, níveis mais profundos de operacionalidade, confiança e comunicação direta.
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